Pragmata no PC: Testamos o Novo Jogo da Capcom e sua Vitrine de Path Tracing de Última Geração

Desde a tímida chegada do ray tracing em 2018 e 2019 com títulos como Control e Battlefield V, o realismo nos videogames deu um salto exponencial. Atualmente, a tecnologia atinge seu ápice com o path tracing, e Pragmata, o novo lançamento da Capcom, se posiciona como uma verdadeira vitrine dessa inovação gráfica. Desenvolvido com a aclamada RE Engine, a mesma de Resident Evil, o jogo se passa em uma base lunar repleta de superfícies reflexivas, vidros e poças d’água, criando o cenário perfeito para demonstrar o poder do path tracing.

O Impacto Visual do Path Tracing em Pragmata

A inclusão do path tracing em Pragmata eleva a qualidade visual a um novo patamar, especialmente nos reflexos e sombras. A diferença em relação ao ray tracing tradicional é notável, e ainda mais gritante quando comparado à rasterização pura. No entanto, esse avanço visual vem acompanhado de uma demanda considerável por poder de processamento, exigindo hardware de ponta para ser plenamente apreciado. Sem o path tracing, alguns problemas comuns em jogos modernos da Capcom, como o cintilar de reflexos e texturas de baixa resolução em certas áreas, tornam-se mais evidentes.

Configurações Gráficas e Desempenho: O Que Esperar

Em termos de desempenho, Pragmata se mostra relativamente leve quando o ray tracing está desativado. Em uma RTX 5070, foi possível rodar o jogo em 4K com configurações no máximo e ultrapassar os 60 FPS sem a necessidade de DLSS. Contudo, a experiência com o path tracing ativado, mesmo em 1440p com DLSS em modo qualidade e gerador de quadros 2X, manteve a taxa de quadros acima de 80 FPS na máquina de teste. Houve uma queda de FPS isolada, provavelmente ligada à compilação de shaders, e alguns crashes ao alterar configurações gráficas, especialmente ao desativar o gerador de quadros do DLSS. Estes problemas foram mitigados com a atualização mais recente do driver da NVIDIA.

Detalhes que Fazem a Diferença: Texturas e Cabelos

A RE Engine, apesar de seu potencial, ainda apresenta um desafio em relação à qualidade das texturas em Pragmata. Em áreas mais escondidas do cenário, texturas de baixa resolução podem ser observadas mesmo nas configurações máximas, que, aliás, consomem mais memória de vídeo sem trazer um ganho visual significativo. Uma novidade interessante é a opção dedicada à qualidade e física dos cabelos da personagem Diana. Em um ambiente de baixa gravidade lunar, a movimentação realista dos cabelos adiciona um toque impressionante de imersão. Para o antiserrilhamento, o uso nativo das opções de upscalers como DLSS e FSR se mostrou mais eficaz do que as opções internas do jogo.

Pragmata: Uma Vitrine Tecnológica para o Futuro dos Games

Pragmata se consolida como um título essencial para quem busca experimentar o que há de mais avançado em termos de gráficos de videogame. A implementação do path tracing não é apenas um recurso, mas o coração da experiência visual do jogo, transformando a base lunar em um espetáculo de luz e reflexos. Embora exija um hardware robusto para rodar em todo o seu esplendor, o resultado é uma demonstração clara do futuro do realismo nos jogos, prometendo experiências cada vez mais imersivas e visualmente deslumbrantes.

TAGS

CATEGORIAS

Sem comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *